terça-feira, 15 de maio de 2018

INFORMATIVO: INQUÉRITO ENTOMOLÓGICO EM NOVA XAVANTINA-MT

A Vigilância em Saúde Ambiental, da Secretaria Municipal de Saúde de Nova Xavantina realizará, de 14 a 18 de maio de 2018, o Inquérito Entomológico, para controle de Flebotomíneos, causadores da Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA). E conhecer a dispersão do vetor no município, a fim de apontar, as áreas receptivas para a realização do inquérito amostral canino e orientar as ações de controle do vetor. Como metodologia, será utilizada a técnica da armadilha luminosa. Locais: Zona urbana de Nova Xavantina, incluindo o Campus Universitário da Unemat e aproximadamente 15 bairros nessa primeira etapa e outros bairros, numa segunda etapa, que ocorrerá no mês de novembro de 2018, atingindo 100% da zona urbana. Cada armadilha deverá ser instalada no peri domicílio, preferencialmente, em abrigos de animais, com funcionamento uma hora após o crepúsculo até o período matutino seguinte, durante no mínimo três noites consecutivas. Esta é uma pesquisa realizada em domicílios sugestivos para a presença do vetor, tais como: com peri domicílio com plantas (árvores, arbustos), acúmulo de matéria orgânica, presença de animais domésticos (cães, galinhas, porcos, cavalos, cabritos, entre outros). Controle químico Quanto ao controle químico, muitos membros da população cobram o uso de borrifação para controle do mosquito. O controle químico por meio da utilização de inseticidas de ação residual é a medida de controle vetorial recomendada no âmbito da proteção coletiva. Esta medida é dirigida apenas para o inseto adulto e tem como objetivo evitar e/ou reduzir o contato entre o inseto transmissor e a população humana, para, consequentemente, diminuir o risco de transmissão da doença. O mais recomendado, em situações preventivas em perímetro urbano, é o que se denomina manejo ambiental, que consiste na poda de árvores e limpeza da área para afastamento do flebótomo, que gosta muito de lugares umbrófilos, com camadas de folhas pelo solo, onde se reproduz com facilidade. Desta forma, o controle químico ocorrerá em áreas com captura de mosquitos positivos para a endemia ou com casos confirmados de Leishmaniose Tegumentar Americana (LTA) ou Leishmaniose Visceral (LV). A borrifação é feita nas paredes internas e externas do domicílio, incluindo o teto, quando a altura deste for de até 3 metros. Nos abrigos de animais ou anexos, quando os mesmos forem feitos com superfícies de proteção (parede) e possuam cobertura superior (teto). Os produtos mais empregados atualmente no controle a esses vetores são a cipermetrina, na formulação pó molhável (PM) e a deltametrina, em suspensão concentrada (SC) usados nas doses, respectivamente, de 125 mg. i.a./m² e de 25 mg. i.a/ m².

Exemplar do mosquito palha, transmissor da Leishmaniose Visceral e Leishmaniose Tegumentar Americana (Figura da internet).

Fonte da Imagem: Disponível em: < http://cczniteroirj.blogspot.com.br/2015/09/leishmaniose-visceral.html> Acessado em:12/05/2018
Por Perillo  José Sabino Nunes

Matéria atualizada as 14:35 de 16/05/2018.